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De quem é a conta de anúncios? Acessos que sua empresa precisa preservar

Entenda o controle da conta, o papel da agência e as permissões que ajudam a manter a operação independente de uma pessoa ou fornecedor.

Equipe Lunnary24 de setembro de 20267 min de leitura0 visualizações
Responsáveis de uma empresa organizando cartões de acesso e informações ao lado de um computador.

A pergunta “de quem é a conta de anúncios?” costuma aparecer quando alguém precisa trocar de agência, consultar uma cobrança ou recuperar um acesso. O melhor momento para respondê-la é antes dessas situações. A empresa deve conseguir identificar sua conta, saber quem a administra e entender como autoriza outra pessoa a trabalhar nela.

No Google Ads, conta do anunciante, conta de administrador e propriedade administrativa são conceitos diferentes. Misturá-los cria expectativas erradas: ter uma agência vinculada não significa, por si só, que ela controla todas as permissões. Este artigo explica essas diferenças e propõe uma conferência prática. As regras descritas são do Google Ads; outros produtos, inclusive os da Meta, exigem uma verificação própria.

Separe a conta da empresa da ferramenta usada pela agência

A agência pode usar uma conta de administrador para trabalhar com várias contas de clientes. Isso permite organizar a gestão sem fazer com que todos os anunciantes se tornem uma única operação. A política do Google para terceiros exige uma conta separada para cada anunciante atendido. Essa é uma referência objetiva para a primeira conversa com o fornecedor.

Peça o identificador da conta em que sua empresa anuncia e confira se o nome e o contexto correspondem ao seu negócio. Uma apresentação ou relatório com sua marca não substitui essa identificação. Registre também quem é o responsável interno por consultar a conta e quem responde pelo relacionamento com a agência.

Se houver mais de uma empresa no grupo, não presuma que todas precisam compartilhar a mesma estrutura. A organização adequada depende de quem anuncia e de como as operações estão definidas. O ponto inicial é tornar essa decisão explícita, com uma relação entre empresa, conta e responsáveis que possa ser compreendida por quem assumir o trabalho depois.

Entenda o que significa propriedade administrativa

Segundo a documentação de propriedade das contas cliente, uma conta de administrador pode receber poderes administrativos adicionais sobre uma conta cliente. Isso permite ações como gerenciar determinados acessos e vínculos. O Google distingue esses poderes do controle dos dados: a conta cliente continua com seus dados e pode remover o vínculo com o administrador.

O modo como o relacionamento começa importa. Um administrador que cria uma nova conta cliente recebe a propriedade administrativa automaticamente. Vincular uma conta que já existe não concede essa condição por padrão. Portanto, duas empresas atendidas pela mesma agência podem ter estruturas de permissão diferentes.

Em vez de concluir que toda propriedade administrativa é inadequada, pergunte por que ela é necessária naquele caso. A própria documentação recomenda concedê-la quando esses privilégios forem necessários. A decisão deve considerar as tarefas autorizadas e a capacidade da empresa de manter responsáveis internos, e não apenas a conveniência de uma configuração inicial.

Monte um mapa simples de acessos e responsabilidades

Crie um registro com uma linha para cada recurso importante. Comece pela conta de anúncios e acrescente os produtos realmente utilizados no projeto, como a propriedade do Analytics, o gerenciador de tags e o sistema que registra oportunidades. Essa lista é uma recomendação de organização; a necessidade de cada recurso depende da operação.

Para cada item, registre o identificador, o responsável interno, as pessoas ou empresas autorizadas, a finalidade do acesso e quem consegue revisá-lo. Não inclua senhas nessa planilha. O objetivo é documentar responsabilidades e localizar a área correta quando houver uma dúvida, não criar um arquivo compartilhado de credenciais.

  • Qual recurso está sendo utilizado e por qual empresa?
  • Quem consegue consultar dados e quem pode alterar configurações?
  • Quem pode conceder ou remover acesso?
  • Qual tarefa justifica a participação de cada fornecedor?
  • Quem assumirá a responsabilidade se o contato principal estiver ausente?

Uma lista curta e atualizada é mais útil do que um inventário extenso abandonado depois da contratação. Defina um responsável por registrar entradas, saídas e mudanças de função.

Uma ficha de acesso preenchida pelo que foi conferido

Na linha da conta de anúncios, use campos separados para identificador, administrador interno e vínculo da agência. No campo de evidência, escreva o que a pessoa autorizada realmente conseguiu abrir. Se ela consultou campanhas, mas não a área de acessos, registre essa diferença; não marque controle administrativo como confirmado. Para Analytics e tags, abra outras linhas, mesmo quando os mesmos profissionais participam da gestão.

  • Conta identificada, convite pendente: acompanhar o aceite antes da passagem de responsabilidade.
  • Acesso aceito, permissão insuficiente: especificar a tarefa que falta e solicitar somente o nível necessário.
  • Agência vinculada, propriedade administrativa desconhecida: conferir o vínculo com um administrador autorizado.
  • Responsável interno ausente: definir uma pessoa de continuidade e testar seu acesso antes de encerrar a revisão.

Use convites e permissões em vez de compartilhar senhas

O gerenciamento de acesso do Google Ads permite convidar usuários, escolher níveis de acesso e alterar ou remover permissões posteriormente. Isso oferece uma forma própria de autorizar o trabalho. Compartilhar a senha de uma pessoa não é necessário para criar esse vínculo.

Antes do convite, confirme o endereço correto e a função que será desempenhada. Quem precisa apenas acompanhar informações não tem, necessariamente, a mesma necessidade de quem vai administrar a operação. Permissões devem corresponder ao trabalho combinado e ser revistas quando esse trabalho mudar.

Também vale planejar a ausência do único administrador interno. A documentação do Google alerta para o risco de perda de acesso às tags quando a única pessoa administradora fica indisponível e recomenda considerar um administrador adicional. A escolha deve recair sobre alguém que a empresa autorize e consiga manter como responsável, não sobre um usuário fictício criado apenas para preencher o requisito.

Veja uma conferência em um cenário hipotético

Exemplo hipotético: uma empresa de manutenção recebe relatórios mensais e acredita que sua equipe tem controle da conta. Ao organizar os acessos, descobre que o funcionário responsável só conhece o endereço do relatório. A conta de anúncios existe separadamente, mas os convites internos nunca foram aceitos.

A primeira ação proposta é identificar a conta correta e confirmar os administradores atuais. Depois, a empresa escolhe seus responsáveis, recebe os convites e verifica o acesso efetivo. A agência continua trabalhando durante essa organização; não há motivo, nesse cenário, para apagar campanhas ou criar outra conta apenas para resolver a documentação.

Na conferência, surge uma segunda questão: a propriedade do Analytics está ligada a um antigo prestador. Isso deve ser tratado como um item separado, com sua própria identificação e revisão. Ter acesso ao Google Ads não comprova automaticamente controle de todos os recursos usados na mensuração.

Confirme o acesso real e mantenha evidências úteis

Depois de receber um convite, entre pela conta autorizada e confira se consegue localizar a conta cliente, consultar os dados necessários e visualizar a área compatível com sua função. Um e-mail de convite enviado comprova apenas que houve uma solicitação; a conferência precisa chegar ao acesso aceito e funcional.

Registre a data, o recurso conferido e o resultado, sem expor informações pessoais ou financeiras desnecessárias. Se uma permissão não permitir determinada ação, anote a limitação e defina quem será acionado. Não é preciso conceder poderes amplos a todos para eliminar qualquer dependência operacional.

  1. Confirme o identificador do recurso e o usuário autorizado.
  2. Verifique a aceitação do convite e a entrada na conta correta.
  3. Compare as permissões com as responsabilidades combinadas.
  4. Registre pendências e um responsável por cada resolução.
  5. Repita a revisão quando houver mudança de equipe ou fornecedor.

Leve o controle dos ativos para a conversa de contratação

Uma proposta de gestão deve permitir entender como a empresa acompanhará o trabalho e como os acessos serão organizados. Pergunte quem cria os recursos, quais vínculos serão utilizados e como ocorrerá a passagem de informações ao final do relacionamento. Essas respostas ajudam a avaliar continuidade, além das atividades de campanha.

Não transforme uma dúvida de acesso em conclusão jurídica sobre propriedade ou contrato. Quando houver disputa, documentos e circunstâncias precisam de análise apropriada. Para a rotina operacional, o caminho é identificar os recursos, conferir as permissões disponíveis e formalizar as responsabilidades que a empresa pretende manter.

Se você está organizando a contratação, conheça a área de tráfego pago da Lunnary e apresente a estrutura atual das contas. Um levantamento dos acessos e das dependências permite conversar sobre o projeto com informações concretas e definir o que precisa ser verificado antes de iniciar a gestão.

Fontes consultadas

Referências para conferir as orientações e informações citadas neste artigo.